Ana Beatriz Pereira de Oliveira
A MOBILIDADE URBANA E O SISTEMA VIÁRIO DE TRÂNSITO A PARTIR DAS CICLOVIAS NA CIDADE DE ARAPIRACA/AL
Resumo
A mobilidade urbana é um desafio crescente em diversas cidades brasileiras, e Arapiraca, polo econômico em expansão, enfrenta problemas de trânsito intensificados pelo rápido crescimento urbano. Nesse contexto, esta pesquisa busca analisar as ciclovias como alternativa sustentável para o sistema viário, visando reduzir a dependência de veículos motorizados em trajetos curtos e discutindo suas contribuições e desafios no âmbito do planejamento urbano (SANTOS, 1996; CLAVAL, 2011). O estudo centra-se na relação entre ciclovias e mobilidade urbana, destacando a ausência de um Plano de Mobilidade Urbana (PMU) formal em Arapiraca. O objetivo principal é contribuir para a formulação de políticas públicas a partir de uma análise socioespacial que integra geografia e planejamento urbano (HAESBAERT, 2004; CÔRREA, 2015). A pesquisa aprofunda-se na Ciclovia do Trabalhador, avaliando sua capacidade de atender às demandas de mobilidade dos usuários e pedestres, bem como os limites dessa infraestrutura. Para isso, adota-se uma abordagem sistêmica (BERTALANFFY, 1973; CAPRA, 1999; 2006; MORIN, 1997), que permite compreender a mobilidade em rede, seus desafios, condicionantes legais e interações com outras dimensões urbanas. A análise também considera os marcos normativos nacionais, especialmente a Política Nacional de Mobilidade Urbana (Lei nº 12.587/2012), que incentiva modais não motorizados como estratégia de mitigação dos impactos ambientais e de melhoria da qualidade de vida. Nesse ponto, o estudo dialoga com a experiência de outras cidades brasileiras, identificando boas práticas e desafios na implementação e manutenção das ciclovias (GEHL, 2013). Além disso, examina a relação entre os condicionantes do PNATRANS e os dados de sinistros de trânsito em Arapiraca, visando compreender o papel das ciclovias na redução de acidentes e na promoção de segurança viária (GUERRIERO; MINAYO, 2006). Com abordagem exploratória e descritiva, a metodologia combina métodos quantitativos e qualitativos. A análise quantitativa envolve o levantamento de dados sobre uso das ciclovias e índices de sinistros, enquanto a análise qualitativa se fundamenta no referencial teórico (BAUDRILLARD, 2008; SANTOS, 2003) e nas respostas da consulta pública. Desse modo, busca-se avaliar em que medida a Ciclovia do Trabalhador atende às demandas de mobilidade urbana a partir das percepções de seus usuários e pedestres.
